[FP] Syddle Bolter, Carolina Winchester

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[FP] Syddle Bolter, Carolina Winchester

Mensagem por Carolina W. Syddle Bolter em Seg Jun 02, 2014 4:00 am

Carolina
Winchester Syddle Bolter
Nascimento:
20/10/1994
Idade:
25 anos
Residência:
150, Prospekt Mira St., Apartment 368 - 16th floor, Alexeevsky, Moscow, Russia
Sangue:
Puro
Grupo:
Irmandade das Trevas


DESCRIÇÃO FÍSICA
De estatura baixa, cabelos loiros, lisos e olhos castanhos, possui uma pele parcialmente bronzeada, ainda que odeie se expor ao sol. Suas vestes cotidianas perante a irmandade das trevas são sempre simples, sua mesma calça jeans, blusas minimamente largas e sapatos, porém ao casar-se descobriu que um rostinho bonito bem cuidado pode fazer milagres dentre os homens "sujos" que constantemente sonda. Possui visíveis curvas, devido aos seus anos de treinamento em kung fu no Japão cada parte de seu corpo foi acentuada, tornando-a uma mulher de corpo escultural. Evita qualquer tipo de maquiagem em seus hábitos diários por considerar um tempo inútil perdido e que poderia ser gasto com missões importantes impostas por seu Lord. Considera-se uma mulher de aparência "mutável", que sai facilmente da mulher sexy de salto agulha para a mulher invisível de blusas menos justas, uma transformação radical que a deixa irreconhecível. Possui cicatrizes espalhadas pelo corpo de feitiços mal rebatidos e cortes superficiais devido aos treinamentos com espada. Está sempre com seu anel de casamento e quando fora de seu local de costume, fica alojado em um grande pingente redondo com o símbolo alquímico, dado de presente pelo marido, um colar que "nunca" retira do pescoço. Quando exercendo suas funções perante a irmandade caminha de forma sorrateira sempre carregando a katana de prata pura de dizeres "Lady Carol" que também ganhou do marido. Anda sempre perfumada fora de seu encargo das trevas e somente não o usa em suas incumbências por precaução, pois está ciente de que alguns odores são únicos e que é o suficiente para distinguir uma pessoa em meio à multidão. Quando não está resolvendo suas incumbências fica em seu pequeno local de treinamento dentro do apartamento, chutando alguns sacos ou cortando com sua espada algumas bolas de tênis.


DESCRIÇÃO PSICOLÓGICA
É calculista, fria, dissimulada e escorregadia como uma serpente. É uma mulher que não tem medo de absolutamente nada. Extremamente perturbada, Carolina não tem piedade de nenhuma criatura viva que conheça o mundo bruxo. Seu hobbie preferido é contemplar os trouxas e seu comportamento que ela julga ser completamente distinto. Aprendeu a controlar suas emoções desde muito cedo devido à habilidade de ocluadora, é temperamental ainda que extremamente calma e dificilmente se descontrola. Desde que se encontrou apaixonada tenta ao máximo permanecer fria e alheia as sensações do mundo externo, porém é manipuladora, com a capacidade de persuadir qualquer pessoa a se compadecer consigo. É visivelmente movida pela crueldade e sadismo, não se importando com vidas humanas e as dizimando por pura diversão. Seu olhar é vazio em sem vida, conseguindo confundir até o melhor analista em expressões faciais, o que usa frequentemente a seu favor. É estritamente inteligente e em suas horas vagas monta quebra-cabeças de milhares de peças, mas o que lhe tirou a atenção, mesmo que fosse somente uma pequena garotinha, foram os cubos mágicos, onde sua complexibilidade na união das cores tornou-se realmente mágico. Odeia trivialidades, conversas paralelas ou conversas em geral, é adepta do silêncio e do escuro. É melhor amiga de sua irmã Demetria com quem compartilha tudo sobre sua vida, compartilhando até mesmo seu treino com espadas como uma opção de tarde relaxante entre irmãs. O relacionamento com os irmãos é de puro ódio e rancor, já com os pais adotivos é de respeito e gratidão. Odeia música e coisas que lhe desviem a atenção, está sempre concentrada em algo ainda que não aparente. É individualista e não divide nada que lhe pertence, prefere ser designada sozinha a cumprir as tarefas ditadas por seu Lord, mas nem sempre é assim, o que ativa seu modo esnobe e cético.



HISTÓRIA
Foi amaldiçoada... Era o que diziam todos aqueles que desconheciam a origem de seu poder, mal sabiam o que havia passado para controlar tão bem e de forma tão devastadora a "maldição" que lhe fora concedida. Sua "maldição" era somente uma questão de pontos de vista diferentes, onde para a sociedade bruxa estava instalado um infortúnio, em sua visão era somente uma bênção e mesmo que não acreditasse que existissem coisas do gênero sabia que se "as bênçãos" eram um ato de bondade celestial, havia sido bonificada por qualquer que fosse a divindade e agradecia por ter sido uma escolha divina extraviada, era a precursora do caos. Sua habilidade havia se manifestado cedo demais, era a herdeira do fardo de sua família desconhecida, um fardo mais pesado do que jamais imaginara. Seus primeiros anos de vida sempre foram um mistério, onde os primeiros anos de vida vívidos em sua memória foram passados em uma casa simples e sem absolutamente nenhum conforto. Parte da história de seus primeiros anos de vida conheceu entre surras e humilhações de sua "família" adotiva, os Felthan eram seu maior pesadelo. A única coisa na qual tinha certeza sobre seus poucos anos de vida é que havia nascido em Little Hangleton em 20 de outubro de 1984, desconhecia o nome de seus pais, mas fora lhe jogado na cara a culpa do pai psicopata e da mãe transtornada. Segundo os moradores o motivo da morte de seus pais era óbvio, haviam cometido suicídio ao incendiarem a própria casa por serem loucos e que a cura de todo aquele mal seria somente a lobotomia em um manicômio. Tinha somente três anos e havia sido considerado um milagre sua sobrevivência, preferia a morte ao ter sido obrigada a levar feridas que jamais cicatrizariam. Sua vida junto aos Felthan era uma parte de seu passado que sempre desejara esquecer, não sabiam seu verdadeiro nome e por isso fora chamada de Bory, por exatamente aquela a concepção de sua "família" sobre sua existência, era entediante. Ouvia escondida discussões do casal, onde deixavam claro que só estava ali porque ainda tinham a esperança de vendê-la em um mercado de prostituição infantil, não entendia exatamente o que significava, mas sabia que ser vendida não consistia em algo agradável. Fora peculiar desde sempre, possuía uma inteligência exímia que a diferenciava dos demais, passava horas fora de casa observando crianças sorrindo com seus pais e sabia que jamais teria aquele tipo de atenção. A tristeza do lhe consumia e em meio as suas excessivas decepções de ser uma abandonada pela vida e jogada as traças que seu primeiro elemento se manifestou. Estava prestes a fazer seis anos, jamais comemorara anteriormente nenhum de seus aniversários e as lágrimas corriam por seu rosto dia e noite pela sensação de abandono e de vazio em seu peito. Era uma tarde fria de inverno, a neve cobria o chão por inteiro formando um extenso "tapete gelado", bolas de neve geradas pelos filhos dos moradores eram facilmente vistas cruzando as pequenas ruas e becos do vilarejo, seu desejo sempre fora participar dos confrontos com pessoas de sua idade, mas era drasticamente discriminada e chamada de Bory infinitas vezes tanto por meninos quanto por meninas. Corria para não ser acertada pelas bolas de neve quando esbarrou com força e derrubou a garota taxada de "punho de ferro", naquele momento se odiou por ser a menor e mais fraca dali. A garota proferiu com raiva algumas palavras que não conseguira distinguir, estava sendo cercada pelo grupo de amigas da maior e moveu suas pernas correndo o mais rápido que pode, não sabia onde chegaria, mas enquanto fosse seguida não deixaria de correr. A perseguição cessou no lago afastado do vilarejo quando deu de cara com algumas garotas do grupo, estava cercada dos dois lados e já não havia chance de fuga, foi segurada por uma delas ficando imóvel até que a maior chegasse, ficando frente a frente com ela.
- O que acham da gente ensinar pra Bory quem manda aqui meninas? - esbravejou a maior em todo seu poder de liderança.
Suas colegas riram e apoiaram sua causa, com suas mãos protegidas por uma grossa luva, a maior forrou a palma de suas duas mãos com uma grande quantidade de gelo, ela espalmaria o gelo em suas bochechas e esfregaria suas mãos congeladas. Deu-se por vencida e a tristeza lhe domou, estava de mãos atadas e não seria poupada. Em uma súbita vontade fechou seus olhos e sentiu as lágrimas quentes correrem por seu rosto, os segundos que se seguram foram os mais confusos de sua vida, pois sentiu a garota colocar as mãos em seu rosto, mas não a sensação do queimar que sentiria e em poucos segundos o que era gelo se transformara em água, molhando a gola de seu casaco. Abriu os olhos confusa, a olhavam com pavor, a maior se distanciou lentamente e chamou suas amigas que a soltaram, correndo de volta ao vilarejo. Por sorte os pais não haviam acreditado nas histórias das filhas, estava aliviada sem ao menos saber o que estava acontecendo, mas encontrara naquele lago um refúgio e todas as tardes saía de seu inferno para que pudesse descarregar suas decepções e sonhos utópicos, para que pudesse conversar com a natureza sobre todos os problemas que enfrentava, foi naquele lago que dias depois comemorara sozinha seus seis anos. O verão havia chegado e com ele tinha a certeza que já não mais se entediaria no lago, poderia brincar com a água mesmo que não soubesse nadar. Em uma de suas tardes foi surpreendida pelo grupo de garotas que a incomodava, estava pensativa e chorando calada como sempre fizera, havia sido praticamente espancada por seu "pai" e avidamente consentido por sua "mãe", estava desolada e não daria atenção as ofensas do grupo. A garota estava furiosa por ser ignorada e ao ver que não teria atenção alguma, partiu para cima da menor batendo em seu rosto e puxando seus cabelos. Tentava se desvencilhar, mas a garota sobre ela era forte e mesmo que o restante tentasse separar, era praticamente impossível, estava desesperada e as lágrimas ainda corriam quando o grupo de amigas da maior decidiu chamar seus pais. Não conseguia distinguir vozes ao fundo, mas sabia que jamais tiraria Laura Collins dali, foi na intenção de proteger seu rosto de mais um tapa que fechou seus olhos, virando-o rapidamente. Não sabia quando e nem como, mas a garota estava com sua blusa parcialmente molhada, a garota se afastou rapidamente e se levantou, só notara os rostos de medo dos moradores quando já estava em pé. Todos a olhavam e não entendia o porquê do medo estampado no rosto de todos eles, passou pelo pequeno grupo em direção ao vilarejo enquanto cochichavam entre si e sabia que ela era o assunto principal. O clima havia ficado tenso entre os moradores do vilarejo e um ano se passou sem que soubesse o que realmente havia se passado naquele dia, dias depois acordou no meio da noite e ouviu um plano de seus pais que consistia em eliminá-la quando clareasse, decidiu que já estava na hora de abandonar aquele lugar de uma vez por todas. Colocou suas poucas roupas em uma mochila velha e antes que pudessem se dar conta saiu por sua janela. Agora estava à mercê do mundo, fazendo parte de uma realidade cruel e sem precedentes, pois naquele momento havia saído de seu "casulo protetor" para se expor entre os reais extremos de viver e morrer. Os primeiros dias de sua vida fora daquela casa foram os piores e os mais dificultosos, passando fome, frio e sede e aprendeu a viver em uma sela de leões aos oito anos, se alojava em meio à florestas, casebres e cavernas afastadas. Banhava-se em rios, comia na maioria das vezes vegetais e frutos que encontrava, vestindo sempre os mesmos trapos velhos e sujos. Estava tempo demais exposta a sorte, às vezes duvidava de como conseguia ser tão forte para enfrentar toda aquela situação, ainda assim estava fraca e já não se alimentava direito a meses, provavelmente estava anêmica. Ainda não conseguia entender o que haviam sido os surtos que tivera em seu vilarejo natal, mas sabia que alguma coisa estranha estava se manifestando em seu corpo, como se algum tipo de criatura houvesse se apossado de seu ser, era somente uma sensação e concluiu que provavelmente aquelas sensações eram frutos de sua falta de vitaminas. Sua fraqueza a fez desmaiar no acostamento de uma estrada qualquer, tinha a certeza de que aquele seria seu fim, um fim deliberadamente medíocre e agarrando-se a ideia de que seu sofrimento cessaria cerrou os olhos. Despertou aos poucos olhando para os lados, jamais havia visto algo tão acolhedor, sua cama era macia e os móveis eram de aparência invejável, estava em um local perfeitamente impecável. Levantou-se aos poucos quando ouviu a porta se abrir.
- Posso entrar? - questionou a senhora que acabara de posicionar seu corpo entre a parte de dentro e a de fora do quarto.
- Pode, claro... A casa é sua, eu acho. - respondeu envergonhada.
- Como está se sentindo? - voltou a questionar a mulher que agora já adentrara o quarto e fechava a porta.
- Bem, obrigada. Como vim parar aqui? - passou a mão em sua cabeça tentando se lembrar.
- Meus filhos estavam voltando de Hogsmeade quando te encontraram desmaiada perto de uma estrada. - explanou a mulher.
- Ah sim, o vilarejo de onde saem as pessoas das roupas estranhas... Mas você não tem roupas estranhas ou tem? - obsevou a mulher com atenção, ela não usava nenhum adorno parecido com os que vira noites anteriores.
- Deve estar se referindo as vestes bruxas provavelmente. - sorriu docemente para a menina.
- Vestes o que? - perguntou-lhe confusa.
A mulher a olhou com mais atenção, parecia estar procurando algo além do que se podia ver. Apontou o que a garota descreveu como um graveto parcialmente torto e disse um jogo de palavras que não conseguiu acompanhar. Uma luz azul brilhou na ponta do graveto, pensou estar louca, mas estava encantada com o tom colorido que possuía.
- Não entendo, segundo o feitiço você é uma sangue-puro, ele jamais falha. Você viveu em uma comunidade trouxa assim como nós?
- Pelo que me lembro eram bem trouxas. - riu com sua própria resposta e viu o semblante espantado da mulher.
- Não conhece nossa cultura? - sua boca formava um "O" perfeito.
- De que cultura está falando? - espantou-se
A mulher demorou alguns segundos até voltar a se comunicar, parecia estar procurando as palavras certas.
- Sinto muito que não saiba minha pequena, mas você é uma bruxa.
- Eu o que? - estava em choque.
Após aquele dia sua vida jamais foi a mesma, ela já não era mais a mesma, era um membro oficial da família Winchester e seu nome registrado em cartório era Carolina. Eram de Lawrence, uma cidade trouxa no estado do Kansas, agora era filha de John Erick Winchester e Ellise Cromwell, irmã mais nova de Adam, Chloe, Luke e Ella e a mais velha da pequena Demetria. Sua relação com os irmãos mais velhos lhe trazia problemas de aceitação, não era considerada uma irmã de verdade, mas sabia que com a irmã mais nova seria diferente e que ela a aceitaria como sua verdadeira irmã por ser sete anos mais nova. Adaptou-se rápido ao mundo bruxo tendo sempre a presença dos pais, visitava constantemente vilarejos bruxos acompanhada do pai através de aparatação, conheceu junto a ele cada pedaço do Ministério da Magia. Estava se preparando para uma nova e difícil etapa em sua vida, a escola de magia e a biblioteca da família era seu ponto de estudos mais visado, deveria saber tudo sobre aquele mundo, como se houvesse nascido dentro dele. A cada ano que passava seus conhecimentos sobre Hogwarts estavam mais aprofundados, estudaria em Londres, mas voltaria aos Estados Unidos nas férias e ficou sem palavras no instante que pegou aquela que seria eternamente sua varinha. Foi selecionada para a Sonserina e se familiarizou imediatamente com aqueles tons de verde, ainda que não possuísse nenhuma característica espiritual dos corvinos sua inteligência era admirável, jamais ouve outros sonserinos na história que fossem tão inteligentes e aplicados quanto ela. Mesmo que não pudesse reclamar de acontecimentos estranhos a envolvendo, ainda sentia como se estivesse possuída por algum tipo de ser, não a incomodava, mas era deveras intrigante. Em meio as paredes daquela instituição ficou encantada pelas artes das trevas e mesmo que não assumisse já em seu primeiro ano iniciou estudos que nem estudantes mais veteranos se arriscariam, era uma caloura corajosa. A cada ano que retornava de sua casa para Hogwarts estava mais preparada para as artes das trevas e as aulas de DCAT lhe ajudavam a analisar as brechas que poderiam ser encontradas e como poderia contorná-las para que já não mais existissem. Seu grupo de estudos sobre artes das trevas estava avançado demais, estudavam escondidos para que maiores problemas não lhe afetassem, eram o maior grupo sonserino de estudo das trevas. O grupo era formado pelos mais variados tipos de alunos e mesmo sendo somente da sonserina não deixavam que nenhum tipo de ameaça abatesse sobre eles, estavam preparados para tudo. Sua situação mudou quando a amizade com seu melhor amigo veterano transformou-se em amor, estava hipnotizada por seus conhecimentos e sua beleza encantadora, era um ano mais velho e já possuía uma namorada, onde a única opção que lhe sobrou era sofrer em silêncio acreditando em esperanças inexistentes. Estava acostumada a beira do lago em suas tardes livres, era naquele local que descarregava suas mágoas e angústias e era somente ali que poderia revelar seus sentimentos sem parecer fraca. A manifestação de seus poderes em Hogwarts iniciou em uma tarde após a humilhação de ser destratada pela namorada do garoto que tomava seus pensamentos diários em sua presença, havia corrido em direção ao lago para descarregar suas frustrações, as lágrimas corriam por sua face enquanto abraçava suas pernas e escondia seu rosto, ficando encolhida. Ao desviar seu olhar do chão para o lago viu uma razoável quantidade de água que estava suspensa retornar, espantou-se com aquilo de imediato e olhou para a água ponderando o que poderia ter sido aquilo. Imaginou todas as hipóteses possíveis de interferências naturais, mas nada que conhecia se assemelhava a aquilo e pensou por raros segundos que ela poderia ser a causadora. Ignorou pensando o quanto aquilo poderia ser patético, mas tinha a opção de tentar mesmo que bancasse a ridícula. Olhou para os lados e estava sozinha, por um segundo ponderou em reproduzir os movimentos da heroína telecinética que havia visto nos desenhos que os irmãos mais velhos assistiam em canais de televisão trouxa e percebeu que por mais idiota que parecesse era a melhor opção. Respirou fundo e apontou sua mão para a água forçando seu cérebro, levantando sua mão com delicadeza, parecia estar sonhando e poderia jurar que a água havia formado uma saliência impossível de ser reproduzida por meios naturais. Desfez sua carranca e afastou sua mão deixando que a saliência se tornasse parte do lago, aquilo havia lhe resgatado a memória de sua aula sobre animagia onde seu professor citou que alguns bruxos desenvolviam ou aprendiam alguns tipos de habilidades extraordinárias, viu-se necessitada em pesquisar sobre alguma habilidade que envolvia o controle aquático. Correu até a biblioteca onde pediu para a bibliotecária um livro específico sobre habilidades especiais bruxas para fins acadêmicos e quando se apoderou do livro sentou-se em um lugar afastado buscando por algo parecido com o que fizera. Passou por metamorfomagia, avaração, ofidioglossia e mais diversas outras habilidades até parar em uma delas onde a descrição havia lhe chamado a atenção.

[...] Ocluador é um bruxo ou uma bruxa que adere por formas naturais o poder de manipular os quatro elementos da natureza – Terra, fogo, ar e água. Embora sejam incomuns, algumas entre muitas famílias mágicas acaba tendo um Ocluador em sua linhagem e em muitos casos estes são expulsos ou banidos das mesmas. A primeira vista um Ocluador é aparentemente um bruxo (a) comum, mas como sempre aparências enganam, os poderes destes se manifestam através das reações sentimentais – amor, raiva, prazer e etc. - fluindo sem controle de seus corpos, podendo motivar terríveis destruições. [...]

Fechou o livro no mesmo segundo em que terminou de ler o parágrafo, saiu dali deixando o livro exatamente onde estava. Era impossível que possuísse um dom tão poderoso, não conseguia acreditar que pais tão medíocres pudessem possuir algo tão extraordinário. Desvencilhou-se desse pensamento deixando-o de lado com seus estudos de magia negra, estava se transformando em uma perfeita aprendiz. Seu ano terminou sem mais novidades, agradecia imensamente a vasta biblioteca dos Winchester, poderia continuar durante suas férias os seus estudos. Estava receosa quanto a aproximação de sua irmã mais nova em sua vida, era a única que realmente a tratava como irmã biológica e haviam sido muito próximas em toda a fase de infância, agora já era uma adolescente. Mesmo que sua irmã ainda fosse uma criança agradecia por seu pai tomar-lhe o tempo ensinando tudo sobre a tecnologia que aperfeiçoara de seu avô, aquilo a manteria segura, se via obrigada a mantê-la longe daquele mundo, não a obrigaria a segui-la. Seu quinto ano se iniciou com um acontecimento que jamais poderia prever, seu amor platônico estava só e ainda mais próximo, agradeceu avidamente pelas férias. Espantou-se quando ele se declarou na comunal, jamais imaginou que ele poderia sentir por ela a mesma coisa que sentia por ele. Preferiu que seu namoro com Ethan ficasse em sigilo em consideração aos colegas do grupo de estudos, mas a cada dia era mais inevitável não se impressionar. Na presença dele se sentia mais leve, mais viva e mais completa, como se de alguma forma se distanciasse das trevas, como se pudesse enxergar a luz. Em menos de meses estava infinitamente apaixonada e sabia que estava sendo correspondida, não entendia como poderia se afeiçoar tanto a alguém e compreendia menos ainda o porquê deixaria de respirar para que pudesse vê-lo bem. Era ilógico tudo que passava por seus pensamentos, ele não saia de sua cabeça e devido ao namoro ocultado se encontravam todos os dias no mesmo horário na torre de astronomia, onde trocavam carícias e beijos. Fazia meses desde que não sentia suas sensações se manifestarem, resolveu ignorar o fato de que muitas vezes enquanto beijava Ethan suas mãos esquentavam acima do normal, mesmo que não estivesse calor e mesmo que não se sentisse calor acima do normal, aquela sensação de possuir seres em seu âmago ainda persista. O ano terminou com sua prova de Níveis Ordinários em Magia, onde teve 100% de aproveitamento, estava orgulhosa de seus estudos e havia orgulhado sua família. Muitas vezes esquecia que seus irmãos também cursavam Hogwarts, era a única de Sonserina, Adam eram de Grifinória, Chloe era de Lufa-Lufa e Luke e Ella era de Corvinal e provavelmente a mais nova seguiria o mesmo caminho, não conseguia imaginar alguém tão docemente corajosa em uma casa como a sua. Seus irmãos nem passavam perto da desconfiança de estar namorando um companheiro de casa, havia contado somente para a irmã mais nova e sabia que não contaria a ninguém, eram leais uma a outra. Quando seu sexto ano inciou seu namoro já havia completado um ano, estava deliberadamente feliz e não podia apontar defeito algum naquela relação, não discutiam, estavam sempre juntos e possuíam os mesmos objetivos, eram praticamente idênticos. Havia tirado de letra seu N.O.M. e sabia que tiraria de letra também seu N.I.E.M., resolveu não se preocupar, estava em uma fase crítica em seus estudos de magia negra e queria dar ainda mais atenção ao seu namorado, estava cogitando a ideia de assumir seu relacionamento publicamente. Os meses haviam passado voando, faltavam apenas dois deles para que as aulas finalmente terminassem e possuía um assunto de suma importância para debater com Ethan. Subia delicadamente as escadarias da torre de astronomia quando ouviu uma voz feminina que vinha dali junto a de Ethan, cessou seus passos se escondendo próximo, alguém mais havia despistado os monitores.
- Ethan até quando vai levar essa farsa com a sonsa inútil?? - questionava uma grifina de cabelos negros.
- Entenda Reese, ela é muito importante para os meus planos, mas logo isso terminará querida, eu prometo. - respondeu o sonserino de semblante exausto.
Presenciou um beijo caloroso entre os dois da plataforma abaixo, sentia as lágrimas descerem por seu rosto, mas de alguma forma não se sentia triste, estava em um nível de ódio surreal. Estava sendo traída e humilhada da mesma forma que havia sido no passado, estava sendo enganada o tempo todo por ele e sua então amante/ex-namorada.
- Que malditos planos são esses que você teve que fingir me largar para poder finalizar? - questionou enquanto sua nuca enquanto o olhava.
- Se der certo e vai dar certo, no futuro Hogwarts já não terá mais grupos escondidos de estudo de magia negra, eles irão acabar de uma vez por todas fazen...
- Fazendo com que novos comensais não se formem. -completou. - Genial meu amor.
- Obrigado. - selou rapidamente seus lábios. - Já está quase na hora dela aparecer, não quero que ela te pegue aqui, seria perigoso demais... É melhor que vá. - comentou preocupado.
A raiva havia lhe consumido, maldito dia que o conhecera, maldito dia que se iludiu, maldito dia que sucumbira a um sentimento tolo e mundano, um sentimento fraco e impotente. Subiu as escadas num impulso doentio, nunca havia sentido seu corpo queimar de ódio.
- Ela não mexer um dedo sequer. - comentou com a varinha apontada para o casal.
Percebeu que ela estava sem varinha, ele estava a frente dela protegendo-a de qualquer ataque que proferisse.
- Mas não é lindo?? Tenho em minha frente casal mais sínico de Hogwarts. - cuspiu as palavras enquanto os olhava.
- Deixe-a ir Carolina, o assunto é entre nós dois. - pediu com cautela.
- Não existe o termo "nós dois" seu traidor, existe somente eu e um casal de inúteis na minha frente. - esbravejou.
Os olhava com sede de vingança, havia sido enganada por um ano e jamais havia notado alguma anormalidade naquele relacionamento, se sentiu imunda por ter sido tocada por um ser tão desprezível.
- Você é uma vergonha Ethan, traiu nosso grupo, nossos princípios, nossos objetivos, nossas conquistas. - explanou - ABSOLUTAMENTE TUDO... TRAIU A TODOS QUE CONFIARAM EM VOCÊ, TODOS QUE DEPOSITARAM SUA HONRA PARA PROTEGAR OS NOSSOS IDEAIS!!! - gritou.
- Está alterada porque traí nosso grupo ou porque traí você? - questionou sarcástico.
- SEU MISERÁVEL!!! EU DEVERIA TER VISTO NOS SEUS OLHOS, DEVERIA TER VISTO QUE NÃO ERA UM DE NÓS!! DEVERIA TER PISADO EM VOCÊ COMO SE PISA EM UM VERME QUANDO TIVE A CHANCE.
- Mas não o fez porque tinha praticamente orgasmos múltiplos toda vez que eu chegava perto de você querida. - revelou sarcástico.
Sentiu seu corpo esquentar rapidamente, sabia que sua temperatura aumentava, mas não estava com calor e não se preocupava se o tempo estivesse quente ou não. Estava descontrolada, sua mente e alma estavam descontrolados, suas mãos junto de seu corpo parecia estar em chamas, parecia literalmente queimar e estavam. A madeira da plataforma onde pisavam começou a queimar centímetros ao lado do casal, os dois olharam para o fogo que se iniciava e para a loira que ainda estava ali sem entender absolutamente nada. Era possível ver as chamas queimarem em seus olhos, o fogo se alastrava rapidamente cercando o casal.
- QUEIMEM NO FOGO DO INFERNO INFELIZES. - gargalhando sarcasticamente alto.
Estavam confusos e era o fim da linha, não havia mais como escapar dali a não ser pular para a morte certa. Afastava-se indo até próximo à escada, logo o fogo tomaria a torre de astronomia.
- Vou dar-lhes um pequeno auxílio.
Apontou a varinha para o peito do garoto sorrindo com satisfação.
- Nos vemos no inferno Ethan. EXPELLIARMUS!!!
O feitiço impulsionou o corpo do garoto para trás que se desequilibrou no encosto de ferro e caiu.
- VOCÊ O MATOU SUA MALDITA!!! - gritou a grifina revelando sua dor
- Não se preocupe querida, irá acompanhar seu amável namoradinho até o inferno.
Apontou a varinha para a garota e antes que pudesse proferir qualquer feitiço a viu se jogar.
- Que final inesperadamente satisfatório. - sorriu largamente.
Desceu correndo as escadas da torre de astronomia enquanto o fogo ainda se alastrava, provavelmente os alunos notariam logo. Havia tido suas aulas de aparatação, mas ainda não era boa o suficiente e mesmo que houvesse tido êxito em todas as aulas e houvesse conseguido sua licença, não poderia praticar enquanto possuísse seu rastreador. Correu até seu salão comunal pegando sua firebolt embaixo da cama, agradecendo por ter feito parte do time de quadribol desde o segundo ano. Pegou uma bolsa velha e compacta onde lançou um feitiço extensor de alta capacidade, colocando ali seus livros de magia negra, sua varinha e alguns pertences pessoais, soltou sua coruja pedindo a ela que rumasse para a residência dos Winchester, saiu com sua bolsa nas costas. A escola estava em silêncio, provavelmente já haviam notado os dois corpos, precisava correr e desviou seu caminho do Pátio Pavimentado, onde provavelmente todos estariam, para o Hall de Entrada. Ainda corria quando subiu em sua vassoura e rumou para longe dos olhares curiosos de toda Hogwarts. Possuía seu rastreador, era completamente impossível que usasse magia sem que fosse incontrada, tinha medo que aquilo que carregava também deixasse clara sua localização. Chegou a conclusão que uma bruxa de seu porte jamais poderia viver de qualquer maneira e mesmo que fosse rastreada não passaria mais nenhuma das dificuldades que havia passado em sua infancia. Ao final de seus dezesseis anos já era procurada por ser a causadora de diversas mortes no mundo bruxo por motivos variados, estava condenada a Azkaban, mas logo faria seus dezessete anos dando adeus ao seu rastreador e junto com ele sua perseguição implacável. Contou os dias e comemorou de forma muito pessoal aquela passagem, matando os Felthan e em seguida Laura Collins, sua infância estava vingada. Sabia que John ainda trabalhava no ministério, mas ainda assim resolveu arriscar e aparatou na residência de seus pais, a primeira a lhe ver fora sua irmã mais nova e estava aliviada por ela ainda seguir um bom caminho. Foi surpreendida por seu pai quando estava na biblioteca buscando alguns livros.
- Porque não está em Hogwarts? - questionou o pai autoritário.
- É uma longa história John. - respondeu sem tirar sua atenção dos livros.
- Temos tempo... Comece.
- Eu não tenho tempo pra isso John, só vim pegar alguns livros emprestados, prometo trazê-los de volta. - analisando, abrindo sua bolsa e colocando os livros ali.
- Desde quando me chama de John?? Não, espere... Deixe-me adivinhar... Desde que fugiu de Hogwarts? Não, antes... Foi quando começou a estudar esses malditos livros de magia negra. - comentou sarcástico.
- Sinto muito, mas não tenho mesmo tempo para isso. Como deve saber estou sendo procurada pelo Ministério em cada canto deste continente e de outros também, não tenho o direito de envolvê-los nisso. - fechando sua bolsa e saindo.
- Somos sua família Carolina. - segurando seu braço.
- Obrigada por tudo pai, mas é um fardo que carregarei sozinha. Jamais me esquecerei de você, da mamãe e de Demetria, cuide bem dela. - abraçando o pai.
- Seus irmãos sempre te amaram querida.
- Sabemos que isso não é verdade. - lamentando.
Estava sendo acompanhada pelo pai quando seu irmão mais velho, Adam bloqueou a passagem de ambos. Ele tremia com sua varinha em mãos, estava visivelmente perturbado.
- Filho você não está bem, largue essa varinha. - aconselhou o pai.
- CALA A BOCA PAI!!! COMO VOCÊ TEM CORAGEM DE DEIXAR QUE ESSA ASSASSINA PISE EM NOSSA CASA NOVAMENTE??? - gritava o filho descontroladamente.
- Filho...
- ELA MATOU MEU MELHOR AMIGO PAI E A TROCO DE QUE??? DESSA MALDITA MAGIA NEGRA. - continuava gritando.
- Adam... - iniciou o pai.
- ADAM UMA OVA PAI. ELA VAI APRENDER A NÃO SUJAR A HONRA DA NOSSA FAMÍLIA.
Correu na direção dela como se fosse empurrá-la, como instinto agarrou-se nele para que o impacto fosse menor, mergulhando em um escuro sem saída, haviam aparatado. Estavam em um lugar sujo e aparentemente deserto, o peso dele na queda a fez bater suas costas cm força.
- Que diabos de lugar é esse Adam? - tentando levantar sem sucesso.
- Azbakan é pouco pra você, dementadores são pouco pra você. Você é louca e deve ser tratada como uma, mas quem poderia esperar mais da filha única de Frank Hellingsom? Um homem que se mata junto à família é doente. Infelizmente a filha sobreviveu e herdou a loucura do pai não é mesmo? Alguns lugares são piores que o inferno, piores até que a própria morte... Bem-vinda ao seu novo lar. - comentou orgulhoso.
O olhava atentamente e quando se deu conta estava cercada por dezenas de homens vestidos de branco.
- Que lugar é esse Adam? - perguntou temendo sua resposta.
- É o Salem Witches and Freaks Asylum. - respondeu cordial.
- Um sanatório? Espera... Salem? Onde estamos Adam? - questionou alterada.
- Na cidade de Salem. Onde acharia mais clássico possuir uma instituição com esses fins especialmente para bruxos? - explicou honrado pela pergunta.
- Adam não tenho tempo para joguinhos. - indo de encontro a sua bolsa de pertences, também sem sucesso.
- Espero que tenha uma ótima recuperação, se sobreviver é claro. Desejo-te uma ótima estadia "irmãzinha". - despedindo-se.
Havia desaparatado. Naquele lugar viveu seus maiores pesadelos envolta a uma camisa de força com amarras e correntes grossas que a prendiam em sua maca. Nunca sentiu tanto a força daquilo que lhe possuía como sentira naquela maca. A descoberta do fogo havia sido recente e ainda não conseguia manifestar nenhum de seus poderes por conta própria. Desde que havia manifestado o fogo sabia que ainda lhe restavam mais dois, a terra e o ar, jamais acreditou que seus pais fossem extraordinários, mas as explicações sobre o que fazia eram escassas e só havia lido sobre uma coisa que se encaixava com aquilo, a habilidade bruxa da ocluação. Sua rotina diária era a de passar fome, sede, dormir através de medicamentos e tentar de alguma forma sair dali por força bruta os poucos minutos que ficava acordada, o que lhe mostrou ser impossível. Os dias se passavam, era exposta a tratamentos de choque, convulsões induzidas quimicamente e hidroterapia enquanto assistia na íntegra pacientes induzidos a tratamentos medievais como lobotomia e trepanação. A cada sessão de debatia furiosamente sentindo uma sensação diferente lhe dominar, mostrava que não se daria por vencida tão cedo e era submetida aos "tratamentos" sem o uso de anestésicos neuromusculares. Durante os três anos de permanência ali conheceu aos poucos o poder da fúria, que a cada sessão terapêutica a sensação que a fúria lhe provocava aumentava, pois tentava fugir das torturas de forma bruta e irracional. Era difícil de ser controlada e a cada ataque de fúria o tamanho dos estragos se engrandecia, dominada por um ser interno que transformava seus atos em algo irracional, fora de seu juízo perfeito, que a perder a noção de cada um de seus feitos. Acreditavam que o lugar estava assombrado, que algum ser maligno tomava conta de seu juízo, mas ainda os intrigava o motivo de várias rachaduras formadas no chão e raras vezes nas paredes. Decidiu-se que a única forma de manter o controle sobre seus ataques era a lobotomia e por isso haviam retirado suas correntes e apertando mais avidamente as amarras de couro, aquele havia sido o maior erro que haviam cometido. Estavam prestes a sedá-la quando uma fúria descomunal tomou conta de seu ser, era seu maior ataque em três anos de permanência e mesmo que a cada ano que envelhecesse os ataques durassem mais tempo, jamais imaginaram que seria de tamanha intensidade, foi naquele ataque que seu elemento se manifestou de forma desigual. Rachaduras se formavam e aos poucos se tornavam grandes buracos na terra que vinham do exterior para o interior da construção. Várias rajadas de terra quebravam as janelas e sua fúria só aumentava, sentiu ser controlada por uma besta dentro de si que fez o chão de concreto sobre seus pés tremer, estava com vinte anos e era capaz de fazer a terra literalmente ceder. Não racionalizava, mas se pudesse agradeceria por aquele lugar se localizar em uma área remota e não possuir mais andares. O chão tremia e o concreto cedia por todos os lugares, mesmo não sendo em grandes quantidades colossais os lugares variavam, fazendo com que o sistema de segurança falhasse e libertasse os internos mais amenos que viviam em selas trancadas. O lugar era pequeno, mas não tirava o fato de que os mais perigosos bruxos estavam "internados" ali e talvez não fossem tão loucos quanto eram taxados, não demorou para que enfermeiros perdessem o controle sobre os internos, haviam encontrado o depósito de varinhas e a cada metro mais um enfermeiro era morto. A noite estava classicamente chuvosa, havia terra para todos os lados e estava conjurando além de controlando, os enfermeiros se afastavam cada vez que gritava mais alto e se debatia com sua ira, deixando seu corpo preso com amarras exposto a qualquer ataque externo. Foi surpreendentemente solta por um grupo de internos que havia escapado e eliminado vários enfermeiros ao longo da fuga, estava em uma espécie de transe contínuo enquanto o chão se rompia ao longo dos seus gritos e movimentos bruscos. Com grande habilidade os bruxos a soltaram da camisa de força e lhe foi lançado um "enervate" que a fez se libertar de seu transe, era como se realmente dormisse. Olhava para os lados assustada e viu-se rodeada de bruxos que a olhavam, olhava para si mesma e sorriu ao ver que estava literalmente livre. Procurou por sua bolsa antes de conversar com os bruxos e a viu na mão de uma das bruxas que estava mirando-a admirada, saiu de onde estava arrancando de sua mão e revirando a procura de sua varinha, sorriu ao perceber que todos os seus pertences estavam ali e ao apossar-se dela sentiu a magia lhe invadir novamente, estava completa. Colocou sua jaqueta e junto aos bruxos saiu pela porta do local aparatando dali para nunca mais retornar, seu irmão possuía o destino traçado. Já era adulta e estava na Inglaterra, longe de qualquer resquício de que um dia fora uma Winchester e mesmo que ainda usasse seu sobrenome, não se orgulhava de seus irmãos de sangue ruim, mas nunca deixou de pensar com carinho em sua irmã mais nova, ela ainda era verdadeiramente sua irmã e deveria no mínimo estar cursando seu quarto ano em Hogwarts. Vagando por localidades bruxas enquanto matava por diversão e por necessidade conheceu a fama e história da família Syddle Bolter, a família que havia ascendido das trevas, aquelas histórias haviam ganhado sua atenção. Cobria Hogsmeade e Godric's buscando alguns seres mundanos que soubessem mais do que aparentavam, já havia matado milhares deles, sendo confundida como um membro da família em alguns lugares e se perguntava qual seria a reação dos membros da família ao saber que uma simples errante estava sendo como um membro de sua "sagrada" família. Em um de seus assassinatos por diversão fora informada de que estava sendo incansavelmente procurada por membros da família, havia lhes tirado a atenção e uma visita noturna a Godric's lhe fizera ficar cara a cara com deles. Uma mulher de longos cabelos loiros e longa capa negra estava acertando contas, estava no cemitério de Godric's aprendendo mais sobre a essência do controle de seus poderes do livro que roubara da biblioteca dos Winchester quando o um tom de voz feminino repleto de fúria chamou sua atenção, fazendo com que se escondesse atrás de uma grande árvore para ouvir seus dizeres.
- Ordenei que a encontrasse seu imundo. - esbravejava a mulher.
- Desculpe-me senhora, juro que tentei, mas a garota não quer definitivamente ser encontrada. - respondeu cautelosamente.
- Não é uma escolha dela Finnighan. O lord lhe deu uma ordem e você foi muito bem pago por isso. Conhece as consequências de quem não obedece as ordens de um Syddle Bolter, não é mesmo? - perguntou-lhe convicta.
- Conheço perfeitamente senhora Bolter, e jamais seria de minha vontade decepcionar Milord. - ponderou, visivelmente com medo.
- Tsc, que ridículo. Você foi mais inútil do que pensei que seria. Sua presença não serve mais para nada, verme imundo. - ponderou friamente. - CRUCIO!
O homem se contorcia e gritava de dor, sorria friamente com a visão, não eram só meras histórias.
- Ninguém me desobedece. Ninguém subestima um Syddle Bolter! Nem você e nem aquela imunda que se diz ser uma de nós! - explanando em alto e bom som.
Cessou o feitiço minutos depois deixando o homem atordoado e sem reação, ele aparatou momentos depois a deixando sozinha. Era sua hora de agir, precisava se aproximar da mulher e saber por que estava sendo seguida, logicamente havia mais do que somente ser confundida por um membro de sua família. A mulher de preto estava distraída quando seu braço esquerdo envolveu seu pescoço, imobilizando a bruxa e fazendo com que soltasse sua varinha. . Apontava a varinha para sua cabeça, esperava qualquer coisa.
- Banque a espertinha e eu estouro seus miolos. - alertou.
A mulher que estava com a varinha apontada para sua cabeça deu um sorriso sínico, parecendo não se importar com a petulância daquela que a imobilizara.
- Além de usurpadora também é perspicaz... Bastante impressionante. - comentou a mulher sem sinais de exasperação.
- Chega de conversa. Diga-me o porquê estão atrás de mim.
- Se me soltar eu lhe mostro. - provocou.
- Acha mesmo que vou lhe soltar??? Está louca. - refutou.
Segundos depois sentiu a ponta de uma varinha pousar em seu pescoço, engoliu seco.
- Sim, você vai soltá-la. - respondeu o homem com a voz fria.
A mulher ria em resposta com cumplicidade, era um sorriso discreto, mas audível e percebeu que aquela que estava prestes a explodir a cabeça era a esposa do lord das trevas.
- Se tentar algo eu explodo o crânio dela. - ameaçou convicta.
- Sabe com quem está falando sua indigente? - lhe questionou.
- Sim, Rafael Syddle Bolter, o lord das trevas. Ela provavelmente é sua esposa... Provavelmente não.. Ela É sua esposa. - explanou.
- É bem informada pra quem vaga pelo mundo bruxo matando informantes diretos da irmandade das trevas. - Falou em um tom seco, apertando a varinha contra seu pescoço.
- Então eram seus informantes??? Péssima escolha eu diria, eram todos fracos, mas em compensação possuíam ótimas informações. - gargalhou satisfeita.
- Uma errante abusada, eu diria. Posso matá-la sem nenhum esforço.
- Mas não vai. Eu sei que é legilimente e que precisa olhar para mim para que possa utilizar sua habilidade... Cuidado da próxima vez com quem coloca para lhe repassar informações, extrair memórias é perigoso, principalmente quando não se lança "imperius" para não deixar evidente a aliança. Um erro após o outro meu caro. - desafiou.
- Quem precisa da legilimência pra matar uma mulher que mal consegue controlar o poder de suas habilidades? Não me desafie, garota. - Afastou-se dela e falou em bom e alto tom. - Pra quem trabalha? Quem é o infeliz que te paga para se passar por nós? - pressionou mais a varinha sobre o pescoço dela.
- Isso mostra o quanto os seus informantes não são bons em pesquisa. Eu não trabalho para absolutamente ninguém, trabalho sozinha, sempre. - afastando seu pescoço.
O clima estava tenso. A esposa do lord colocou a mão em seu pulso durante alguns instantes, nada se sucedera e não entendendo o gesto a chacoalhou bruscamente.
- O que pensa que está fazendo? - questionou enfurecida.
- Não é possível... - explanou a mulher.
- Diga logo sua infeliz, o que foi? - gritou
- Ela é ocluadora como suspeitávamos Milord. Eu simplesmente não posso atacá-la, não há reação aos elementos. Ela é poderosa, pode servir para algo. - esclareceu, tendo em vista o poder que emanava da errante.
- Pensei que todos os ocluadores existentes na terra fossem de nossa família. - pensou consigo.
- Acho que nos esquecemos de uma então. - respondeu sua esposa.
Com aquilo teve certeza do que era e agora sabia que não era a única existente com o mesmo poder, segundo ela haviam mais deles em sua família. Soltou a mulher quando sua habilidade havia se tornado o assunto principal, percebia que aquele era o principal motivo de continuar viva. O nome da mulher era Ravenna e se apresentou aos dois com seu nome de batismo.
- Em que estágio está? - questionou a mulher.
- Segundo meu livro no estágio três, com fogo, água e terra já manifestados e dominados.
- E o ar? - perguntou o lord.
- Ainda não manifestado. É o que me falta para chegar ao quarto estágio. - respondeu. - Quantos de nós ainda há?
- Conhecidos? Somente mais duas. - respondeu à loira. - Minhas duas filhas. Todo o restante foi dizimado.
- Quais são os estágios de vocês três?
- Ela está no estágio quatro. Sky está no três e Faith está indo para o segundo. - completou o lord.
- E como posso saber tudo o que preciso para chegar ao estágio quatro?
- Não pode. Somente bruxos das trevas tem acesso ao seu conhecimento. - explicou Ravenna.
- Quantos devo matar para fazer parte dela? - sorrindo com luxúria.
A mulher sorriu com desdém e sarcasmo.
- Os membros da irmandade são escolhidos a dedo pelo lord e somente os melhores são convidados. - finalizou a mulher.
- Ou seja, por mim. - sorriu o lord friamente.
- Deixe que eu reformule minha pergunta mais adequadamente. Quantos devo matar para ter a honra de fazer parte da lista de escolhas do lord? - questionou virando-se para ele.
- Depois de continuar com uma varinha apontada para a cabeça de minha esposa e ameaça-la diante de minha presença? - questionou retoricamente. - Creio que jamais encontrarei outro alguém que além de incitante, também não possui medo da morte. - concluiu.
- Me desculpe meu caro lord, mas não tenho medo daquilo que sou.
Fazendo parte da irmandade pode provar cada vertente do poder, vertentes que em pouco tempo passaram a pertencer ao seu âmago de forma fiel. A cada aula com Ravenna desenvolvia a neutralização de seus sentimentos, que se tornavam ainda mais estáveis à medida que controlava as doses de sentimentos que inseria. Foi convidada a fazer parte da família Syddle Bolter por seu lord das trevas, sendo estritamente aprovada pela lady das trevas que fizera questão de tê-la como irmã devido aos resultados positivos de sua convivência e amizade. Foi prontamente aceita por todo o restante da família. O elemento ar se manifestou um ano depois a levando alcançar o quarto estágio de sua habilidade. O imenso poder de reconhecimento que seu novo sobrenome, juntado a sua posição como informante oficial e liberdade incondicional que lhe dera, fizera liberar seu último elemento. O treinamento de ocultamento e controle de sentimentos haviam funcionado cem por cento. Seus poderes altamente destrutivos e sempre em expansão eram controlados com maestria, devia todos os seus conhecimentos a sua nova irmã. Jamais imaginou que aquela garota emocionalmente impulsiva que havia convivido por tantos anos pudesse neutralizar cada resquício de sentimento, se tornar uma mestre elemental, mas era visivelmente isso que era, e com os quatro elementos básicos dominados o mundo estava, literalmente, em suas mãos.


Informações Gerais

# Nome Completo: Carolina Winchester Syddle Bolter
# Apelidos: Odeia apelidos. Quando criança apelidada de "Bory", logo mais na idade adulta de "Carol", porém prefere ser chamada de "Srta. Bolter" ou "Srta. Winchester".
# Título: Membro da Irmandade das Trevas
# Nacionalidade: Inglaterra
# Idioma(s) Falados: Inglês, russo, espanhol e japonês.
# Idade: 25 anos
# Orientação Sexual: Heterossexual
# Estado Civil: Indefinido
# Raça: Bruxo
# Família: Winchester/Syddle Bolter
# Grupo: Irmandade das Trevas
# Casa: Slytherin (Hogwarts)
# Fraternidade: Morholt
# Curso: Especialista em Feitiços
# Emprego: Irmandade das Trevas - Membro
# Patrono: Tigre
# Bicho-Papão: Ser morta por seus próprios elementos.
# Espelho Ojesed: Liderar um grupo de dominação do mundo bruxo.
# Photoplayer: Alona Tal


Atributos
Este campo deve ser preenchido apenas por aqueles interessados em jogar quadribol, ou seja, apenas alunos da faculdade. Caso seja adulto ou não se interesse por jogar, deixar o espaço em branco. Mas se quiser ser um campeão, distribua 20 pontos pelos atributos a seguir até resistência (em convicção pode-se colocar qualquer número até 100). Os pontos podem ser aumentados com premiações no RPG, mas pense bem antes de colocá-los!

Agilidade: xx
Inteligência: xx
Precisão: xx
Força: xx
Táticas em Equipe: xx
Equilíbrio: xx
Resistência: xx
Convicção xx / 100






Carolina Winchester Syddle Bolter
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ovelha negra da família; alvo número um dos sangues ruins

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Carolina W. Syddle Bolter
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Re: [FP] Syddle Bolter, Carolina Winchester

Mensagem por The Player em Ter Jun 03, 2014 10:38 pm








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